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Poema: CAPITAL

CAPITAL* O Capital é fruto de toda ideologia (não é só um modo de produção?) De que tudo se resolve pelo privado, Que é animal, irracional de pretensa razão. É preciso terminar com essa inverdade, Uma vez que ela é e, desencadeia, toda retórica covarde, De que todos atingirão o ápice, E o dinheiro; mentira infame tingida na nossa lápide. Para que ter desigualdades na partilha da renda, Se o mesmo é fruto do trabalho de todos, Operários, trabalhadores, e sem eles, Não há lucro que haja, que não seja... Deste grande fruto, suor que transforma o valor de uso. É balela, levar como comédia esta tragédia Que nos acomete. Que todos os dias tira o nosso sangue, Nossa inteligência, E até, nossa morte com dignidade em uma vida de... Mercadoria humana no consumo de poucos, Da maioria dormente em festa. (O capital, "nesta vida"com toda certeza, é o nosso maior pecado capital). 19/06/2011 *Registrado no escritório dos Direitos Autorais da Biblioteca Nacional - ...

Poema: OS SENTIDOS DA VIDA

OS SENTIDOS DA VIDA* Vivemos um sussurro do mudo, Uma cera do surdo, Um toque de sem tato, Um desdém de um coração fraco, Um penar de uma consciência farda, Qualquer sentido de ares de farsa, De paladar sinestésico de comida vaga. Um piscar de cego de grau elevado. Um odor de qualquer olfato enjoado. Uma vida sem sentido real. De viver muito exato. 20/06/2011 *Registrado no escritório dos Direitos Autorais da Biblioteca Nacional - RJ

Poema: PIRATAS PÚBLICOS

PIRATAS PÚBLICOS* As flamas, dos piratas Que usurpam nosso ouro Que é a nossa educação, Nosso conhecimento, Na mão de poucos. Só uma ruptura é capaz De sair dessa tenra ternura, E descambar para um revolto, Uma nova estrutura. Ao exterminar os ratos larápios Dos cofres públicos, Damos sobrevida Ao nosso orgulho. Que por ele, Não passa qualquer ato espúrio. Qualquer gama de corrupto. 20/06/2011 *Registrado no escritório dos Direitos Autorais da Biblioteca Nacional - RJ

Poema: VIDA QUE SE...

VIDA QUE SE...* A vida que se dissipa, Que se vaticina, Que se vacina, Que se mumifica. A vida que se festeja, De barriga cheia, De certeza, Às suas incertezas feias, e "ínfimas”. A vida que se almeja, Que se sonha, Que se encontra, Que se vocifera, Que se mostra, Que se espera Sem saber Quando vem Certa. A vida que se vive, Ou se morre, Decide-se, Comove-se, Desespera-se Chora-se, Consola-se, Luta-se, Para que nunca lhes conforme. (Vida que segue...) 20/06/2011 *Registrado no escritório dos Direitos Autorais da Biblioteca Nacional - RJ

Poema: ESFERA

ESFERA* Na esfera que nos treme Em nossa vida mestra, Esperamos mais que a festa Esperamos a primavera, Que se completa, Esmera-nos, Tranquiliza Em meio a uma vida de feras. No quintal do limo, Do manguezal, Da manga, Verde, Saiu-se podre Pela mão dos que julgam-se Donos da terra, de seus recursos, E, o escravo jaz. Somos escravizados em um sistema torpe, Sem rumo, aos que do seu topo e reino, não jaz. 20/06/2011 *Registrado no escritório dos Direitos Autorais da Biblioteca Nacional - RJ

Ensaio: A tomada da Práxis pelas entranhas do Capital - O Mercado Financeiro

Nas entranhas do Mercado Financeiro O Mercado. O Mercado Financeiro é a maior ciranda férrea de oposição a outra ordem, que não seja à capital, e sua internacionalização no século XIX, culminando na economia global entre os diversos mercados, integrando o mercado monetário, de câmbio, de crédito e de capitais, seja em organismos escriturários e mecanismos somente possíveis com o advento evolutivo constante da eletrônica e da tecnologia da informação, que reagem – de forma opositiva e múltipla-dinamicamente -, com a fuga de capitais de um estado soberano a outro. Esse dispositivo capital coloca qualquer ameaça, com resposta imediata, em qualquer ponto global ao ser tocado pelo seu dispositivo-mestre: a especulação financeira. Ao soar do dispositivo especulativo do dito livre mercado, o câmbio da nação em questão desvaloriza, a moeda local derrete e destrói-se base monetária; a Bolsa despenca em pontos em inúmeras transações negativas; os conglomerados produtivos das principais empre...

Artigo: A estabilidade só serve para se projetar

O Brasil hoje, mesmo difuso em relação às suas tortuosas lombadas políticas, falta de ideologia, de programa e de projeto, têm se mostrado refém do seu próprio momento: a sua estabilidade - ameaçada por um súbito de inflação crescente em doze meses, mas que se mostra em curva descendente -, trazendo à tona um traço característico muito comumente associado a esse status – atual político e econômico -, mas que não tem nada a ver com a palavra em destaque: a comodidade. E o pior significado da palavra no contexto em questão: a comodidade política, frente a inúmeros, diversos, mas vincendos recursos, e sem o principal deles: a educação de seu povo e de sua sociedade. Ressalvadas às críticas desta política econômica, com absorções e alavancas características e peculiares ao modus operandi brasileiro, mas alinhada a ordem econômica do capital mundial; o Brasil tem riquezas naturais submersas e tragadas por infindáveis, mas um dia finitas jazidas; por um campo vasto de agropecuária em todo...