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Poema: LAPSOS DA INCONSCIÊNCIA (DOS VALORES)

LAPSOS DA INCONSCIÊNCIA (DOS VALORES)*

Às vezes, não sei quem sou,
Com quem ando e o que penso.

É muita correria, desenfreada, e pouco alento.
É vã desarmonia, que alegram poucos e raros momentos,
Não vivemos plenamente ao ápice, ao corrente desalento.

Somos matéria rejeitada, alma deslavada,
Somos um monte de coisas, pouco quente,
Conjuntura totalmente errada,
Tem que ser tudo, mesmo sendo nada,

Ser o nada, mas nadar com o nado nada sincronizado.
Fingir que é, quando olharmos a alguém do lado.

Somos coitados, nesta Compostela cotada,
Porque nunca, nesta estrutura, todos terão como brilhar,
Pois está tudo definido, tudo esquecido,
Valores no lixo e o Justo inibido.

O Motim francês veio com tudo naquela vez,
Pena que desabou no Novo Mundo,
No velho e no presente dogma burguês.

Diego Fonseca Dantas
16/03/2010

*Registrado no escritório dos Direitos Autorais da Biblioteca Nacional - RJ

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