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Poema: PARABÉNS, RIO DE JANEIRO!

PARABÉNS, RIO DE JANEIRO!*

Ahê Rio!
De Janeiro, Nossa Cidade Maravilhosa!
De rara e única Beleza, natural e urbana,
Sua bateria é nota dez!
Samba-enredo-mor das escolas de samba!

Fala ahê, Rio!
Arrebatadora paixão de carnaval, de todo carioca,
Esbelta, de Janeiro à Dezembro, nas quatro estações do ano,
Sarada, nos quarenta graus de suor e calor, humano e praiano
E com esta beleza ressonante e estonteante de vós,
Que para nós, aí sim, cariocas e que sem isso, só, órfãos e sós,

Beleza, meu Rio!
Este calor humano, todo de presente também aos “cariocas-brasileiros”,
E claro, aos cariocas da gema, por ti, ciumentos,
Mas, que a compartilham com todos, que a adentram em seus Janeiros!
Pois o seu sorriso fica ainda mais alegre e imenso,
Quando nos acolhe, com generosidade em sua face
E com esse calor carioca, que nos abraçaste,
Tanto a mim, que vim da Bahia,
Quanto para todos os outros cariocas,
Que vieram do Sul e do Sudeste,
E do Norte, Nordeste e Centro-Oeste!
E, presenteaste a todos, com mais água em seu feijão carioca,
Com os cafés e botequins desta cidade maravilhosa!
Com os cariocas amigos e com beleza e charme, Rio, de suas mulheres!

Tranqüilo, Rio!
Viva em eterno berço esplêndido!
Que bom que estás mais belo ainda,
E renascendo: na Zona Norte, Zona Sul e Oeste
E com onírico charme parisiense e elegância do Centro!
Cidade Maravilhosa és Rio, de Janeiro à Dezembro!
Em Copacabana, Botafogo, Méier,
Bangu, Barra, Cinelândia e a Lapa, no Centro!
E em todas as outras comunidades,
Rumo à pacificação, para a alegria
Do seu povo e de São Sebastião, seu padroeiro!

Valeu Rio!
É uma forma mínima, mas singela,
De dizer de todos os cariocas, que com mesmo calor te mimam,
É o mesmo calor loquaz e carinhoso, que nos recebe e conforta à sua primazia,
Com o alimento da água da Baía de Guanabara,
Com o alimento do Pão-de-Acúcar,
Com o alimento de alma do Cristo!
Que nós, como o Redentor, e de braços abertos,
E como cariocas nascidos da gema ou dela fora,
A puxar o “erre”, e com orgulho no peito,
Cantar-te, do samba à bossa nova, do Rock ‘in Rio” ao funk,
O seu musicado e ressonado Parabéns dançante!
E neste eterno Primeiro de Março acalorado,
Gritar com o coração e com a garganta, em coro, já:
Te amo, meu Rio!! Valeu por existir belo e lírico!
Você, já nasceu poesia! Nós somos os poetas,
E você, fonte inesgotável de inspiração e da carioca alegria!

(Ahê, Rio! Tá com tudo e não tá prosa, hein? – Você merece!).

24/01/2011

*Registrado no escritório dos Direitos Autorais da Biblioteca Nacional - RJ

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