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POEMA POLÍTICO (O SOPRO À CONSCIÊNCIA) - 7º ATO

POEMA POLÍTICO (O SOPRO À CONSCIÊNCIA) - 7º ATO*

Dor,
Solidão...
Paixão
Amor,
Tesão
Por um mundo
Melhor,
Ou não.

Que força é esta,
Que nos deixa por brechas,
No brechó da vida,
Da certeza e da merda.

Que tanta escuridão na política
Causa-nos sopro gordo
Da exaustão de uma esperança ínfima!

Que nossas orações sejam ações,
De um povo com vitória inglória e tímida!
Ou cairemos numa espécie de cataclismo,
Ou eclipse em que a luz e a escuridão,
Interroga a escuridão e beleza da vida.

Se política é política e tudo é política,
Todas as cores e, portanto todas as luzes,
Encontram-se na luz que nos mimetiza.

Para que se esgotar
Se talvez, por anos,
Há de se acabar,
O que o indivíduo toma por ele,
Como dele, e o que o dos outros, há.

Cairão as luzes,
Se não entendermos que a verdadeira democracia,
É a que se criam pontes, e não “desbundes”, que mesmo usamos,
Como nosso desmonte insano.

Vamos aplicar o método Paulo Freire,
Para ser alfabetizados com a política no sangue e no ventre!
Com a consciência à lâmina aos inconsequentes!

Mas, talvez este método não seja de bom grado a todos.
E sejamos todos expulsos da democracia,
Para cair nesta, que em termos sociais, nos dá nojo.

Que vingue o ardor do amor,
De um novo viver,
De sopro à consciência
De um novo ser.

Estamos prolongando esta história
E este sétimo ato, já brando.
Para que espelhe o brando de nossa ação,
Nosso fogo brando em completa expansão (sempre moderado).

Podemos ser moderados radicais,
Ou radicais moderados.
Só não podemos ser sempre moderados em exagero
Em apelo, dissonantes no que falamos,
Moderando-nos por tudo e pelos nossos interesses,
Nada brandos.

13/04/2011


*Registrado no escritório dos Direitos Autorais da Biblioteca Nacional - RJ

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