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Soneto: FOME

Na lamúria da rua e dos campos
em que semente de maçã,
se expandia ao doce
e em cálice afã de tantos.

Se embebedava com coragem,
com piedade do que se tinha em mel,
em amargo paladar,
de nozes e avelã, e o céu.

Se não havia o feijão
nem arroz com pão,
não haveria de ter sadia digestão.

Nem ingestão.
Nem provisão. Só inferno.
Só previsão de fastio, fome e subnutrição.

19/08/2011


Copyright © 2011 Diego Fonseca Dantas

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