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Soneto: NAMORO DA VIDA COM A LUTA

Ah! Vida inglória,
que me amolas!
ah! vida insana que me devora,
que me elabora, enamora, em prosa.

Ah, vida traída, que se esboça
na lamúria perdida,
no beijo dócil.
Na vívida libra, nos metros de glória.

Que me chama em briga, pacífica, sólida!
numa mímica artística, de terra inóspita,
numa cómoda lira, lírica corja.

Ah! Vida de sina, de prósodia hora que se atira,
que entorpece e alucina,
e eu, ah! ria, a viver a arfar em poesia de Córdoba.

13/08/2011

Copyright © 2011 Diego Fonseca Dantas


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