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Soneto (respostagem): SILÊNCIO

O silêncio que avia,
Dobrava as caladas vias
Que, embora viesse sem alvejar rastro,
Assoviava o ar por entrar nas esquadrias.

O vento numa noite em prurido
Adentra os aposentos e o bicho ria,
Acalmava por dentro, caleja fria,
O que as cortinas mostram lamento.

Embora seja noite, seja madrugada
Medita coração com a lua,
Respira o cérebro em sedenta rua.

Em que havia na máquina da vida querida
Nos quereres de uma roda de torno,
Qualquer alqueire de um querer tormento.

12/08/2011

Copyright © 2011 Diego Fonseca Dantas

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