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Poema: SINO ALERTA

O sino badalou,
O estampido ecoou.
O jorro do gozo jorrou.
A bomba dilacerou.

O sistema explodiu,
A alegria da alegria eclodiu.
A morte chegou,
A tristeza emergiu.

A fome assolou,
A sede cessou.
O monte se elevou
Já o céu, caiu.

Que montes gigantes e sinos
São tão grandes na ginga da vida, que esvaem-se aos montes.

O social, em brindes, sucumbiu,
O capitão saiu
De todas brandas cenas
Para no capital zunir.

O planeta se esgotou.
O mar, terra, ar e fogo
Se foram, para vão do esgoto incolor.

A África tá aí.
O novo mundo também,
O Interior sumiu.
A metrópole em potência lascou-se.

Enquanto há semi-humanos
Vivendo à espora da pobreza,
Na latência da sobrevivência,
Nas calçadas paupérrimas,
Nas chorosas cavernas,
Nas grotas fundas dos déspotas da taverna
Que tanto bom senso e tato, se degradam em lamento da selva de pedra.

Que montes gigantes e sinos
São tão grandes na ginga da vida, que esvaem-se aos montes.

Que tão grandes planetas e cidades,
Mas tão grandes são as gingas da morte, que só elevam-se em sinas caídas
Para esvair-nos: tão ricos, tão quanto pobres.

27/12/2011

Copyright © 2011 Diego Fonseca Dantas

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