Pular para o conteúdo principal

Poema: Trabalho na Cova Rasa

Estou contra a corrente
Dilapidando-se em torrentes mortas,
Em dia a dia vão,
De mossa.

Estamos na auto-ignorância de muitos,
De poucos sábios,
Que julgam o saber, saber tudo.

Estamos contra a corrente
De ideias, de trabalho morto,
De morta máquina.

De chão de fábrica lapidado
De pouca gente farta.

De falta de "poucos capitalistas".
De muita mata grilada.
De torpe assalto ao trabalhador.

De muito viver
Pra sobreviver como traça.
A traça que traça, que traz
Minha graça.
Da minha vida
Do sobreviver pouco de muitos tolos.

No massacre da tela,
Da descompostura bela
Da hipocrisia
Nefasta.
Escondida na mesa,
Na reunião
Nas decisões de nada.

Se o que queres é dinheiro,
É capital;
Trabalha coitado,
Alienado ao quadrado,
Para o chão, só restar você
Defenestrado
Titubeado
Mascarado
Forjado
Escancarado
Na cova rasa.

10/05/2012

Copyright © 2011 Diego Fonseca Dantas

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Poema: O Analfabeto Político (Bertolt Brecht)

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo." Bertolt Brecht

Lançamento: POESIA - LIVRO: BRASIL SOCIAL - 19/03 (Segunda-feira) às 18:00hs

Para marcar na AGENDA, hein! Lançamento do meu livro de Poesia BRASIL SOCIAL - A verdade desvelada - de Diego Fonseca Dantas - pela editora Ibis Libris, será dia 19/03 (Segunda-feira) às 18:00 hs no endereço abaixo: Livraria República do Bardo Av. Rainha Elizabeth, 122 lj. E Copacabana, Posto 6 Informações técnicas do livro no catálogo da editora e pela LIBRE: http://www.libre.org.br/titulo_view.asp?ID=12040 Grande abraço,

A crítica ao ENEM e os “galhos fracos” da Sociedade

A execução de mais um exame nacional dos estudantes, ocorrido no sábado, 06 e domingo, 07 de Novembro e seus erros, grotescos e primários, por sinal, coloca-nos mais uma vez com o dissabor de gastar mais tempo com o galho fraco da sociedade, ou seja, com seus conseqüentes, do que com suas causas e seus reais problemas. É de se notar que desde 1998, quando o ENEM foi aplicado pela primeira vez, o quanto se aprimorou nesta matéria, como exame nacional do ensino médio e como ele, através de precisas e necessárias transformações, se estruturou para chegar ao seu viés e ordem do dia atual, qualificar os estudantes, instituições e práticas do ensino médio, mais ao mesmo tempo, proporcionar a isonomia ao estudante brasileiro que almeja adentrar à porta de acesso ao ensino superior, principalmente das universidades federais e estaduais. Um exemplar do princípio de universalização deste acesso ao presente dos nossos filhos e ao futuro dos nossos netos. É de se esperar insatisfação, recursos, ...