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Poema: SOU CONDOR

SOU CONDOR (Poema já publicado aqui, neste Blog, mas o mesmo se encontra revisado na publicação abaixo). Sou o condor da lareira, Sou o fogo que cospe a fumaça desta beira, Sou o albatroz, vejo, de cima, o que está abaixo de vós, E o que está nesta pirambeira. Sou a águia que bica a si mesma e encontra mais garras e asas, Que se reconstrói no velho e renova suas alçadas. Sou o mesmo condor que olha para o seio social, E, em meio ao desencanto, toma a terra como a sua natal, Se indigna na dor, na chuva e no desleixo dos governantes, nesta cela mortal. Sou o que grita, sem gente, o que apanha como delinquente, O que clama por justiça ao povo latente, e ao povo, mormente. Sou o que grita enjaulado, com fome e com sede de macho. Sou o que não se contenta com pouco, com esmolas, com pena e tampouco Ao não ter nada e ao ver meus irmãos em palafitas desta fragata, Em ver lixo disputado como alimento nas calçadas, Em ver indiferença da gente que não olha para nada, E cru...

Poema: ODE A VERDADE SOCIAL À INVERDADE CAPITAL

ODE A VERDADE SOCIAL À INVERDADE CAPITAL* (Poema já publicado aqui, neste Blog, no entanto, o mesmo se encontra revisado na publicação abaixo). Quando vejo penumbra, vislumbro luz, Quando vejo desilusão, vislumbro esperança, Quando vejo a eminência do capital, vislumbro a ascendência do social, Quando olho o horizonte, vejo o amanhecer, Quando sinto o calor escaldante, sinto o frescor resplandecente. Corro dos meus medos, almejo meus anseios, Vejo minha estória e história esculpidas na rocha, Vejo o que ninguém vê, o que ninguém ouve, O revoar dos pássaros, o canto dos monges, Vejo pouca informação, frente ampla, desinformação, Vejo aspirantes ao trono, submersos no porão, As coisas que saem do lugar e remetem à escuridão, Os homens que envelhecem e morrem na ralé da memória e da emoção De uma história remendada, conivente com os altos coronéis, Da história volumosa, exposta nos incontáveis papéis, Colocam-nos como reféns e cegos deste nosso convés, Presenteiam-nos ...

Ensaio: A tomada da Práxis pelas entranhas do Capital

O Partido Político e os Movimentos Sociais Ao prospectar a conjuntura atual à sua estrutura política, econômica e social e evolução histórica dessas matrizes, compreendemos que às mudanças à frente à tomada da Práxis, se colocam como uma luta de propósitos e desafios incomensuráveis. Mesmo, durante e após, os desígnios e reflexos dos resultados lentos da educação popular (constante) - pelo condicionamento sócio-crítico -, pela tomada da Cultura de Arte e de Massa – pelos artistas e intelectuais -, e pelos Meios de Poder econômico e de decisão: Os meios de administração – pelos novos administradores sociais. Urge ainda também, acelerar o pavio do estopim, e dinamizar as mudanças estruturais, pelas tomadas das vias políticas e sociais. O partido político é um meio importante e estratégico – ainda mais em uma democracia - mas não é o que se sagra como o trator e decisivo decisor para as mudanças estruturais no campo econômico e social da nação, de modo a arrefecer o modal capital. Os ...

Artigo: Agora, jaz o momento: Fórum Social e Econômico

No momento em que temos o Fórum Econômico Mundial, em sua sede permanente, no "Clube dos Ricos", em Davos na Suíça, que serve de aparelho e agenda para o G20, deveríamos estar pensando o mundo – cada vez mais multipolarizado – de forma mais inteligente e menos ingênua. Por exemplo, este fórum, é um centro de discussão, e não de decisão, quando deveria acoplar e articular às duas cadeias, formando assim a cadeia-mor, a estratégica de um novo mundo, às suas oportunidades e seus desafios. Segundo, já deveria este, se agregar ao Fórum Social Mundial – que ocorrerá em Fevereiro em Dakar (Senegal, África), que hoje, serve como seu contraponto, quando deveríamos elencar irrevogavelmente, seus interlocutores e organizadores a estarem em um mesmo Centro Mundial, discutindo os problemas e soluções das esferas: econômica e social. Não existe um, plenamente, sem o outro. O Fórum Econômico deveria saber (aplicar) isso. Quem sabe, a evolução histórica obrigará – sob pena de afundar o mun...

Artigo: Pelo Voto Distrital Misto - com Lista Aberta

Estamos no Brasil, e convivemos com 27 unidades Federativas e Estados distintos em peso econômico e político, além é claro, do viés geográfico. Se for para falar de Reforma política, precisamos entrar nessa discussão e nas nuances do Brasil, hoje, com suas qualidades e contradições. Não dá para convivermos com esse sistema eleitoral, onde o voto é somente proporcional, porque dispersa o poder de representação, que o eleitor, legitimamente, dá ao representante parlamentar. Não dá para se conviver com uma ideia, por exemplo de que um eleitor da cidade de Itabuna no interior sul da Bahia, acabe tendo como representante um deputado federal de Salvador, sabendo-se que a distância de conhecimento e visibilidade crítica do escolhido à sua cidade e região (Distrito), normalmente e de certo, terá a mesma distância geográfica dos 400km entre ambas. Apesar de grandes metrópoles, uma da capital, outra um pólo industrial da região cacaueira, as necessidades de ambas, emergenciais e estratégicas e...

Poema: POETA INFLAMADO E ÉPICO

POETA INFLAMADO E ÉPICO* Sou poeta épico, Poeta social e humano, Que critica o que vê, E o que age em ação, Mas não poderia ser diferente. Virgem de nascença, Peixes de ascendente, Galo falastrão, E que me traz a eloquência. Sou inflamado mesmo, Gosto de debater o errado, E o que está escondido e jogado ao chão. Sou entre os nascidos em 11 de setembro, Sou poeta épico e escrevo de modo intenso e imenso, Sou épico, virtude e riqueza da língua portuguesa, Com seu universo esplendoroso de letras, E seu mundaréu para meus pincéis e canetas, Para pintar e confeitar meus sonetos e poemas. Sou épico, pois meu lirismo precisa de sustento, Das letras deste alfabeto e desta língua que saboreio, E que mesmo com tantas tortas bocas nos traz muito alento. Sou épico, nesta epopeia, nesta prosopopeia, Nas figuras de linguagem, nas regras e licenças que aqui se alargam. Sou amante da língua e do português, Sou amante da norma culta e do novo, Mas incendeio-me quando a ...

Poemas no Portal Literal!

Oi Pessoal, Os meus três poemas postados no Portal Literal( http://www.portalliteral.com.br/ ), conseguiram obter mais de 20 votos e desta forma, permanecerão no Banco do site, Portal Literal! Todas tiveram boa receptividade, e só tenho a agradecer o carinho dos que votaram e às mensagens de apreço aos poemas. Segue os links dos poemas abaixo: Compasso da Sobrevivência, com 24 votos. http://www.portalliteral.com.br/banco/texto/compasso-da-sobrevivencia Anestesia da Rotina, com 26 votos. http://www.portalliteral.com.br/banco/texto/anestesia-da-rotina Bahia, Ê Saudade!, com 20 votos. http://www.portalliteral.com.br/banco/texto/bahia-e-saudade Abraços,