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Ensaio: Lukács e seu "História e Consciência de Classe"

Tecer de saída um: “Lukács dispensa comentários”, poderia ser um bom começo deste ensaio, não é mesmo? Mas, para alguém que escreveu História e Consciência de Classe , seu mais polêmico e clássico livro, embora, não seja considerado a sua magna obra, coloca-se a meu ver como mais proeminente e dialético o início: uma obra como História e Consciência de Classe detém, com efeito, na máxima importância e ao sabor dos dias de hoje. No livro, o pensador, que acabara de viver a experiência da Ação de Março que culminou na rápida revolução Húngara, e desembocou-se na República Soviética Húngara ou a República de Conselhos, e depois, teve intelectualmente pontos de sua obra negada pelo próprio autor, só permitindo sua reedição a partir de 1967, acompanhado de uma autocrítica de seu pósfacio na mesma data, já o colocaria por si só, como um livro fascinante. Um livro rezado pelo Lukács e pela própria geração marxista da época (o livro foi publicado em 1922), a cabo do movimento histórico da...

Poema: (MEMÓRIAS) ASSIM É A VIDA...

Na intrépida vida que me mima, Vida que nem campos vastos, Lírio em cima, Cravo em baixo Rosas na trilha. Caminhos diversos, Rostos, ai que sina! Memórias do velho, No córtex frontal Se aproximam. Conto o meu conto, Numa crítica, Numa crônica, De um crônico, Mas...memórias aparecem, Que no córtex se divergem Para dispersar ao que me remete, Simplesmente viver. Lutar, Desobedecer, Lutar Obedecer, Ou drasticamente Viver. 06/07/2011 Copyright © 2011 Diego Fonseca Dantas

Poema: PRÁXIS

Ao viver neste mundo, um dia quiçá, Que viveremos fraternos, Cuja utopia vire a realidade materna, Pois não se arrendará, o que hoje presta, É bom, termos o bom e velho papel moeda, E com ela termos o tão conforto, A que tanto, nos outros e no todo, nos cerca, Ao morrer, porém, como ninguém no Pronto-carnificina, Em plena saúde de outrem harém, Não se justifica no ser humano, conforto da mão amiga, Ao renascer com tanta dificuldade miserável do mártir, Sairemos do cúmulo do absurdo, deste inveterado, E arredio submundo, para que haja um mundo humanizado, Para que às reminiscências virem da renascença à práxis. 10/01/2011 Copyright © 2011 Diego Fonseca Dantas

Artigo Acadêmico: A Ciência Política de O Antigo Regime e a Filosofia da História de O Dezoito Brumário

                                                                                                         Diego Fonseca Dantas RESUMO Face às luzes das obras o Antigo Regime e a Revolução e o Dezoito Brumário de Louis Bonaparte, viemos neste ensaio fazer uma relação específica e contrarrelação entre a perspectiva da ciência política e filosofia da história, criando uma relação entre a visão de Tocqueville e Marx, perpassando Hegel, que foi o precursor da dialética “ap...

Poema: PELAS SOMBRAS

Vivo às sombras Mesquinhas, Que aprontam e amedrontam O famoso inquilino do píer. Gracejo em palavras, Com a boca cortada, Esfacelada em alma, Em coração cujo amor é sedento. Sensibilizo com meu sangue, Meu andar cujo rancor É mero lamento. De sangue, de horror, De enfadonho, De calor, Cuja mulher É meu antiquário desenho. 03/01/2012 Copyright © 2011 Diego Fonseca Dantas

Ensaio: Gramsci e Hegel: o Estado, Consciência e o Brasil Atual

O ensaio de uma nova formulação de Estado, a se chegar concreta, perpassa o moderno príncipe, como enuncia Gramsci, e depende de uma crescente ascendência econômica da sociedade, para se recriar intelectual e moralmente a espelho do moderno príncipe, ou melhor, do mito príncipe, o partido. Passa por uma revolução pacífica, aquela mesma que se detém ao momento ou momentos em que se acumulam as forças produtivas, e políticas para se avançar à situação evoluída, seguinte. O destacado neste caso, e contextualizado no Brasil, percebe-se que o PT (Partido dos Trabalhadores), alcançou toda esta gama de “ensinamentos” do autor de "Maquiavel, a Política e o Estado Moderno", mas quando de 2003 até 2006, no processo para reeleição de Lula para o segundo mandato, a olhos vistos, o príncipe petista (o partido, não o presidente), trocou seu projeto popular de 20 anos, por um projeto de poder de 20 anos. Claro, que na sua base interna cerca de 20% do PT, é de foro radical, de extrema-esqu...

Poema: MARIGHELLA VIVO EM NOSSOS CORAÇÕES!

Marighella! És para mim exemplo de homem, de cidadão e de guerreiro, Já refutando Juracy Magalhães em teu poema nos tempos da Escola Técnica, Sendo preso e rechaçado, fazendo poesia, livros e conscientizando-nos [ por léguas. Marighella, nasceste estrela, nasceste em terra de festa, Nasceste na Bahia, filho de imigrante italiano e filha de escrava forra. Teu sangue nasceu da mistura negra e do sangue quente e revolucionário [ de Emília, Ítalo-brasileiro nato e brasileiro das injustiças. Muitos te chamaram de assaltante, terrorista, Mas tudo era legítimo naqueles anos de chumbo, De escuridão, ideias monossilábicas, turbação. Baiano, ganhaste o mundo e o Brasil contra aquele submundo, Que muitos livros de história insistem em não contar, Em faltar com a verdade, em não expô-la para quem desejar. Marighella, tua estrela é sempre eterna, Tua semente, no plantio de várias primaveras, Tuas ideias como colheita nos outonos dos que te veneram. Mesmo morto, não serás re...