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Artigo: As vicissitudes da vida e da vice Marina nas Eleições do Brasil

A s vicissitudes da vida, a sucessão de fatos, isto é, a mudança decorre do campo normal da vida. O sinistro ocorrido com a morte de Eduardo Campos decorreu, quase que naturalmente, na elevação de Marina Silva, sua vice, ao comando da chapa. Porém, é preciso frear o ímpeto da análise emocional, já carregado dessa carga e já capturado pelas pesquisas de opinião que a colocam como segunda colocada na campanha, pois tais cálculos de probabilidade e estatística como o termo diz, buscam matematizar, mas, não conseguem capturar decerto as tendências gerais o que há por vir, pelo contrário, estão longe disso. É preciso lembrar idem que, Marina, de largada, já rachou a cúpula do partido, com a saída do primeiro secretário Carlos Siqueira, que era o coordenador de campanha de Campos, e saiu da campanha da “rede”, alegando ter sido desprestigiado e ter sido tratado com deselegância por Marina. Embora, Marina aponte na casa dos 20%, mesmo percentual que conseguiu na eleição presidencial de...

Poema: CARECE..

Carece de informação meu pai, Carece de pão, minha mãe, Carece de estudo, meu irmão, Carece de valores, meus pais. Carece de educação, meus irmãos, Carece de dignidade, sociedade, Carece de igualdade, e luta comunidade! Carece de muita, muita consciência, meu pai, Carece de água, minha mãe, Carece de cultura meu irmão, Carece de valores meus pais, Carece de iguais oportunidades, meus irmãos, Carece de dignidade sociedade, Carece de isonomia e briga, comunidade! Carece de conhecimento crítico, meu pai, Carece de feijão e arroz, minha mãe, Carece de espiritualidade meu irmão, Carece de valores meus pais, Carece de democratização, meus irmãos, Carece de dignidade, sociedade, Carece de humanidade, sociedade! Carece de embate e confronto, comunidade! Carece de tudo isso, Pai, mãe, pais, irmão e irmãos, Sociedade e comunidade, Só não carece, o que encarece à realidade, Só carece do sobejo da comida, E da inércia e fleuma do pov...

Artigo: Notas sobre uma análise de conjuntura do Brasil

É comum, em geral, não refletirmos sobre a vida e sobre o quadro político, muito pelas atribuições do dia a dia, que engole a maioria dos cidadãos brasileiros, seja pelo acomodo reflexo do que é ditado pelos grandes meios de comunicação e na influência ideológica das suas novelas, dos seus telejornais e das suas revistas eletrônicas, seja pelo desgastante dia a dia do trabalho, cada vez mais precário à qualidade de vida do cidadão comum. O resultado disso se vê claramente: a falta de discussão de um projeto de Brasil, verdadeiro, longe das bravatas, que se some de verdade à solução dos problemas reais do cotidiano. Quem tem que elevar este debate é a sociedade civil, no termo gramsciano (Antônio Gramsci, 1891-1937, pensador italiano), para quem a estrutura política é dividida, em última instância, em dois superplanos (a sociedade política, isto é, o governo; e a sociedade civil). O resultado, também, é uma espécie de alienação aos problemas sociais e políticos, em respeito aos proble...

Poema: PRISÃO SEM GRADES

Prisão sem grades Na prisão da vida, da estrutura esquecida, Sobeja a comida, do espírito. E da guarida, Da água e da moradia. Prisão sem grades, Com grade falida, Pior para o que se sente livre Em sua estranhada vida Alienada risca. Que Sina. Sina que cisca, Que cisma, Que ensina, Que é preciso sair... Lutar, sair do atraso... Para o atrasado, rasgar. É preciso superar-se Em uma rotina Que não mais ensina mais Do que o alarde, E ir, para além, à mediação, Que não os imediatos, jazem-se. Ao passo, que na prisão, Na fôrma, na nossa Bastilha, Mesmo no cárcere de ferro, não há nada como uma prisão sem grades, Da realidade. 25/08/2013

Poema: Sou o que sou entre querer e poder

Que sou o que sou nas ladeiras da vida, Da subida desimpedida, Na carência do caos generalizado. Na poeira do ladrar de cão enjoado. Na fogueira de São João encanado. Na fonte da ponte Rio-Niteroí de transitar engarrafado. De enfadonho dia a dia De nada e de nadar sincronizado. Do querer preso a poder, Do poder preso ao poder De outrem, de adjacente lado. De fogo em fogo, Incinerando tudo que está errado. Da dialética da natureza da vida De popular peça desmedida Que muda a muda. Como Atores Contracenando O mar Cáspio. 25/10/2013 Copyright © 2011 Diego Fonseca Dantas

Artigo: Exercício de “futurologia” política - Eleições Presidenciais 2014.

Com o andar da carruagem, as eleições de 2014 prometem muita emoção. E luta política. Mas, sabendo da conjuntura econômica, podemos dizer em tese que há grande chance de Lula assumir a chapa em 2014. Isto quer dizer, que a despeito de todo jogo de cena, é plausível que Lula se lance, primeiro por uma pressão interna dos correligionários do PT; segundo, porque se imagina que Dilma não ultrapasse o teto de 40%. O certo é que nas vésperas das eleições de Outubro, precisamente na Copa, as manifestações surgirão com toda força e vigor de um adolescente de 15 anos, e o ímpeto de jovem de 20, e todo cálculo político e estatístico de agora não será mais sólido do que a última notícia de minutos atrás. Se é que me permitem - a minha aposta é que Lula assumirá a dianteira oficial, uma vez que toda a articulação já passa pelo crivo e iniciativa do mesmo. Vide o imbróglio no Estado do RJ, sendo que o mesmo está servindo de bombeiro na briga entre o PT e o PMDB; vide ainda que o PT ameaçou entr...

Ensaio: Lukács e seu "História e Consciência de Classe"

Tecer de saída um: “Lukács dispensa comentários”, poderia ser um bom começo deste ensaio, não é mesmo? Mas, para alguém que escreveu História e Consciência de Classe , seu mais polêmico e clássico livro, embora, não seja considerado a sua magna obra, coloca-se a meu ver como mais proeminente e dialético o início: uma obra como História e Consciência de Classe detém, com efeito, na máxima importância e ao sabor dos dias de hoje. No livro, o pensador, que acabara de viver a experiência da Ação de Março que culminou na rápida revolução Húngara, e desembocou-se na República Soviética Húngara ou a República de Conselhos, e depois, teve intelectualmente pontos de sua obra negada pelo próprio autor, só permitindo sua reedição a partir de 1967, acompanhado de uma autocrítica de seu pósfacio na mesma data, já o colocaria por si só, como um livro fascinante. Um livro rezado pelo Lukács e pela própria geração marxista da época (o livro foi publicado em 1922), a cabo do movimento histórico da...