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Ensaio: Proposta de Articulação entre Estado e Sociedade Civil

Ensaio: Texto Livre de Teoria Política: Na mesa do tabuleiro político entre Estado e sociedade existe o intangível. No imponderável existe o vulgo e a fortuna, que tanto Maquiavel em seu O Príncipe relata. Impossível, portanto, pensar em prover educação, saúde e serviços básicos, e muito menos, e mesmo no campo do pensamento, avançar do idealismo para o materialismo, sem uma coesão no espaço físico do Estado e o equilíbrio nas lutas ideológicas e concretas, mesmo que relativo, que reflita na correlação de forças no campo político brasileiro, para citar nossa nação como exemplo e objeto deste trabalho. Começando da hipótese bem realista: a convenção para representação da vontade geral de Rousseau mostra-se de forma incompleta e deficiente (que sedimenta a democracia representativa no mundo ocidental), não, pelo conteúdo e formulação do mesmo, mas, por uma questão da chamada teoria das elites e o isolamento, por conseguinte, das demandas populares.   Este hiato entre re...

Artigo: Crítica de Maquiavel ao Governo Dilma

Uma vez ganha à eleição presidencial de 2014, o Partido dos Trabalhadores (PT) terá que promover mudanças tão inúmeras quanto difíceis quanto díspares entre si para almejar se manter no poder no próximo pleito de 2018. Entre elas, dialogar politicamente com a sua base para impor sua agenda; promover mudanças no seio da política econômica para colocar novamente o Brasil na rota de crescimento econômico, com redução da inflação que corrói o poder aquisitivo dos mais pobres, e já irrita volúvel humor da classe média, correndo o risco de ter que fazer uma política ortodoxa, e um ajuste fiscal (menos gasto público e/ou mais imposto) que seja cirúrgico na medida para não desempregar, e ao mesmo tempo fazer o país crescer, além de ter que lançar mão de uma maior taxa de juros (já em 11,25% ao ano) para conter a inflação, o que implica em desmerecer o investimento produtivo no emprego e na renda. Dizem que é o que Lula defende: uma política ortodoxa (política econômica, portanto, à direit...

Artigo: As vicissitudes da vida e da vice Marina nas Eleições do Brasil

A s vicissitudes da vida, a sucessão de fatos, isto é, a mudança decorre do campo normal da vida. O sinistro ocorrido com a morte de Eduardo Campos decorreu, quase que naturalmente, na elevação de Marina Silva, sua vice, ao comando da chapa. Porém, é preciso frear o ímpeto da análise emocional, já carregado dessa carga e já capturado pelas pesquisas de opinião que a colocam como segunda colocada na campanha, pois tais cálculos de probabilidade e estatística como o termo diz, buscam matematizar, mas, não conseguem capturar decerto as tendências gerais o que há por vir, pelo contrário, estão longe disso. É preciso lembrar idem que, Marina, de largada, já rachou a cúpula do partido, com a saída do primeiro secretário Carlos Siqueira, que era o coordenador de campanha de Campos, e saiu da campanha da “rede”, alegando ter sido desprestigiado e ter sido tratado com deselegância por Marina. Embora, Marina aponte na casa dos 20%, mesmo percentual que conseguiu na eleição presidencial de...

Poema: CARECE..

Carece de informação meu pai, Carece de pão, minha mãe, Carece de estudo, meu irmão, Carece de valores, meus pais. Carece de educação, meus irmãos, Carece de dignidade, sociedade, Carece de igualdade, e luta comunidade! Carece de muita, muita consciência, meu pai, Carece de água, minha mãe, Carece de cultura meu irmão, Carece de valores meus pais, Carece de iguais oportunidades, meus irmãos, Carece de dignidade sociedade, Carece de isonomia e briga, comunidade! Carece de conhecimento crítico, meu pai, Carece de feijão e arroz, minha mãe, Carece de espiritualidade meu irmão, Carece de valores meus pais, Carece de democratização, meus irmãos, Carece de dignidade, sociedade, Carece de humanidade, sociedade! Carece de embate e confronto, comunidade! Carece de tudo isso, Pai, mãe, pais, irmão e irmãos, Sociedade e comunidade, Só não carece, o que encarece à realidade, Só carece do sobejo da comida, E da inércia e fleuma do pov...

Artigo: Notas sobre uma análise de conjuntura do Brasil

É comum, em geral, não refletirmos sobre a vida e sobre o quadro político, muito pelas atribuições do dia a dia, que engole a maioria dos cidadãos brasileiros, seja pelo acomodo reflexo do que é ditado pelos grandes meios de comunicação e na influência ideológica das suas novelas, dos seus telejornais e das suas revistas eletrônicas, seja pelo desgastante dia a dia do trabalho, cada vez mais precário à qualidade de vida do cidadão comum. O resultado disso se vê claramente: a falta de discussão de um projeto de Brasil, verdadeiro, longe das bravatas, que se some de verdade à solução dos problemas reais do cotidiano. Quem tem que elevar este debate é a sociedade civil, no termo gramsciano (Antônio Gramsci, 1891-1937, pensador italiano), para quem a estrutura política é dividida, em última instância, em dois superplanos (a sociedade política, isto é, o governo; e a sociedade civil). O resultado, também, é uma espécie de alienação aos problemas sociais e políticos, em respeito aos proble...

Poema: PRISÃO SEM GRADES

Prisão sem grades Na prisão da vida, da estrutura esquecida, Sobeja a comida, do espírito. E da guarida, Da água e da moradia. Prisão sem grades, Com grade falida, Pior para o que se sente livre Em sua estranhada vida Alienada risca. Que Sina. Sina que cisca, Que cisma, Que ensina, Que é preciso sair... Lutar, sair do atraso... Para o atrasado, rasgar. É preciso superar-se Em uma rotina Que não mais ensina mais Do que o alarde, E ir, para além, à mediação, Que não os imediatos, jazem-se. Ao passo, que na prisão, Na fôrma, na nossa Bastilha, Mesmo no cárcere de ferro, não há nada como uma prisão sem grades, Da realidade. 25/08/2013

Poema: Sou o que sou entre querer e poder

Que sou o que sou nas ladeiras da vida, Da subida desimpedida, Na carência do caos generalizado. Na poeira do ladrar de cão enjoado. Na fogueira de São João encanado. Na fonte da ponte Rio-Niteroí de transitar engarrafado. De enfadonho dia a dia De nada e de nadar sincronizado. Do querer preso a poder, Do poder preso ao poder De outrem, de adjacente lado. De fogo em fogo, Incinerando tudo que está errado. Da dialética da natureza da vida De popular peça desmedida Que muda a muda. Como Atores Contracenando O mar Cáspio. 25/10/2013 Copyright © 2011 Diego Fonseca Dantas